Quem é que não gosta de um animal? Seja ele doméstico ou selvagem. Existem pessoas que adoram todo o tipo de animais e vão desde o fiel cão até o mais selvagem leão. Os animais domésticos são criados dentro de casa, e não foge de seu habitat natural, pois o ambiente é a mesma casa de seu dono, mas, infelizmente, ainda tem muitas pessoas que não criam animais domésticos e ainda tiram os que são feitos para ser livres, o tiram do seu lar não para criá-los, mas sim para vende-los e usufruir do material que o animal pode oferecer, ganhando dinheiro ilegalmente em cima dessas vendas. E em muitos casos os mandam para longe de seu país. Estamos falando de um problema mundialmente conhecido no mundo, o trafico de animais silvestres.
![]() |
| Macaco em cativeiro (Foto retirada do blog anacristinabioifes.wordpress.com) |
Atualmente, o trafico internacional (e nacional) de animais representa a terceira maior atividade ilícita do mundo, ficando atrás somente do trafico de drogas e armas. Não se é possível apontar um número correto de quanto o tráfico de animais silvestres movimenta financeiramente, mas segundo dados do site Projeto Esperança Animal (www.pea.org.br), essa pratica pode chegar a 10 bilhões de dólares por ano. No Brasil, ela pode chegar até 1,5 de Bilhões de dólares.
Os animais silvestres são aqueles que não podem ser domesticados, que vivem fora de cativeiro. Entretanto, mesmo eles estando soltos na natureza, existem leis que proíbem a venda, a destruição, perseguição ou caça desses animais e não somente os protege, como também oferece proteção aos abrigos e criadouros naturais em que esses animais vivem.
No Brasil, ainda segundo o site da PEA, 30% dos animais são exportados entre fronteiras secas e fluviais, chegando primeiro a países vizinhos e depois seguindo para países de primeiro mundo. O eixo Rio-São Paulo é a via em que mais acontece essa atividade.
Os animais não morrem especialmente pelo comércio e pela ação que tomam com eles. Evidentemente que muitos acabam perdendo a vida, como as aves, que são mortas para que se aproveitar as penas. E também devido ao precário estado em que os animais são transportados, muitas vezes acabam socados em caixas e gaiolas que ficam na parte de trás de vans e caminhões, e são comercializados das mais diversas formas possíveis, desde de feiras livres e feiras do rolo, até Pet Shops que agem como um espécie de fachada, e nas próprias residências dos traficantes que acabam se tornando uma espécie de deposito. No Brasil, especialmente nas fronteiras dos países, onde existe muita zona rural, os animais são vendidos a caminhoneiros e motoristas de ônibus, fazendeiros e pequenos comerciantes rurais. O que gera uma venda para mais um que faz o intermédio para que esse animal ilegalmente seja vendido para fora do país.
A polícia realiza operações que ajudam a resgatar muitos desses animais. Para tal operação, é necessária também a presença de um médico biológico ou um biólogo para que examine o animal capturado e analise a situação dele, que pode estar sob uma serie de stress, desidratação e falta de alimento. Não se pode deixar de ressaltar que, a cada 10 animais capturados pelo trafico, apenas um chega com vida ao destino.
Existem vários modos de a população acabar com esse tráfico, qualquer pessoa que suspeitar de algum lugar duvidoso e que está sendo comercializado algum animal silvestre, pode tirar uma foto e ligar para a Policia, e de acordo com a PEA, não compre um animal, não compre e não procure, pois se não houver procura não há venda.

0 comentários:
Postar um comentário